Passeios de bicicleta

Ana e eu durante um passeio de bicicleta.

Bicicletas

Há alguns dias descobrimos que havia duas bicicletas livres aqui em casa. Como a cidade é bem adaptada para o uso tanto como meio de transporte quanto como esporte, resolvemos nos atrever.

Aqui em Karlsruhe existem vários motivos pra usar bicicletas pra se locomover. O principal: existem por toda a parte sinais de orientação para ciclistas e aqui no centro muitas ruas têm uma ciclofaixa. Além disso, a cidade não é tão grande, de forma que o uso de carro é dispensável. Com menos carros, menos barbaridades no trânsito e daí até mesmo os mais receosos tentam se aventurar por aí de bicicleta.

Outro bom motivo é o preço do transporte público. O trem local é um tanto caro – 2,20€. Pra médias distâncias, como ir ao supermercado ou a algum restaurante, a bicicleta é suficiente.

Outro motivo que não posso deixar de dizer é a segurança. A maioria das pessoas usa correntes para travar o pneu traseiro, mas usualmente deixa-se a bicicleta sem nem prendê-la a um paraciclo. Mas também dá pra deixá-la em qualquer lugar. A maioria das lojas no centro mantém avisos bem grandes pedindo pra deixar sua bicicleta longe das vitrines…

Passeios

Domingo, ainda sem saber direito como chegar no destino, Ana e eu atravessamos o jardim do castelo de Karlsruhe. Como estávamos com pressa combinamos passar por lá mais tarde.

Castelo de Karlsruhe - vista frontal

O castelo foi a casa de Karl III Wilhelm, marquês de Baden-Durlach. Reza a lenda que durante o descanso de uma caçada o marquês sonhou que naquele exato lugar fundaria a cidade de Karlsruhe. Daí o nome da cidade (traduzindo em algo como “o repouso de Karl”). Hoje o castelo é um museu.

O imenso jardim ao fundo do castelo hoje é um parque usado para piqueniques, passeios e prática de esportes – no domingo avistamos um pequeno jogo de futebol com umas traves improvisadas.

Lago do jardim do castelo

Música

Já ouviu Léa Freire? Pelo sim ou pelo não, aperte o play! Até o próximo post.

Primeiras impressões da Alemanha – parte 1

Diário

Devo alguns posts. Ok, vou começar a pagar minha dívida.

Chegamos em Frankfurt aproximadamente as 14:15. Faziam alguns poucos graus negativos.

Pelo pouco pudemos admirá-lo, o aeroporto de Frankfurt é impressionante. Tivemos que correr para chegar a tempo de pegar o nosso trem.

Ao comprar nossas passagens, a empresa responsável pelo vôo ofereceu um ticket de trem meio coringa, o “Fly & Rail”. Usando-o dá pra chegar em diversas cidades por trem (também pode-se comprar o mesmo ticket para a volta) assim que é feito o desembarque do avião. Para nossa felicidade, existe uma estação de trem anexada ao aeroporto, de onde pegamos o ICE (Intercity-Express), um trem de alta velocidade, que chega até a impressionante velocidade de 320 km/h. Os trens ficam pouquíssimo tempo nas estações, e é preciso ficar bem atento. Sem maiores problemas, pegamos o ICE de Frankfurt até Karlsruhe, nosso destino final.

Intercity-Express

ICE (Intercity-Express), Fonte: Deutsch Bahn.

Diferente do avião não há reserva nas cadeiras. Se houver lugar não há problema sentar-se. Senão, procura-se em outros vagões ou conforma-se em ficar em pé. Como estávamos com muita bagagem resolvemos ficar em pé mesmo.

Depois de algumas poucas e boas chegamos no hostel. É engraçado que na maioria das casas existem dois tipos de banheiros: Um deles (das Bad) usualmente tem uma pia e um chuveiro, enquanto o outro (das Klo) tem a pia e a privada. Esses lugares não precisam nem ser próximos.

No dia seguinte nos instalamos em nossa atual casa e fiz minha primeira pequena aventura: o supermercado. Na verdade nem houve tanta aventura assim, exceto na compra do sabonete. Encontrei poucas opções de sabão em barra e no final das contas comprei um sabonete líquido. Vale comentar que da primeira vez que fiz isso estava tentando comprar um xampu…

Em seguida, o caixa. A polêmica lei das sacolas plásticas de São Paulo também é lei aqui na Alemanha. Não sei no começo mas agora ela é muito bem aceita. Todo mundo leva compras em sacolinhas de pano ou mochilas. Vale a pena saber como foi a aceitação dessa lei.

Observe que nada comentei sobre a cidade. E nem posso comentar. Conheço apenas o centro e nenhum ponto turístico. Num post não muito distante lhes descreverei o belo ritmo de Karlsruhe.

Música

Longe do Brasil, com apenas Michel Teló pra nos consolar (confesso que ando me pegando ensaiando uma dancinha toda vez que o ouço), como fazer pra animar um pouco? Ora, com boa música. Estou com essa música do Tom Jobim na cabeça por dias…

E assim termino esse post. Até mais!

Hello world!

Olá!

A partir de hoje faço uma contagem regressiva. Daqui a uma semana estarei prestes a embarcar rumo à Alemanha.

Achei que esta seria a melhor oportunidade para escrever esse blog, que estive prometendo a mim mesmo e a alguns amigos. A ideia é escrever o que ando fazendo. Naturalmente, isto talvez (e olhe lá) ficará mais interessante quando eu embarcar…

Matemática

Uma coisa bacana que li recentemente foi uma entrevista do Elon Lages Lima concedida em 1989 à Laura Martignon e ao José Felipe Voloch. Ela foi publicada na revista Matemática Universitária e encontra-se aqui.

A entrevista é antiguinha mas a maioria das questões são tão atuais que dá até um desânimo.

Também estou acompanhando a repercussão de uma pequena série de posts do Timothy Gowers a respeito dos abusos da indústria de publicação de periódicos, em particular contra os serviços da Elsevier. Acompanhe tudo pelo blog do mesmo aqui.

Política no IME

Um grupo de discussões que vinha me animando bastante era a comunidade no Facebook do IME. Criada e administrada por alunos, ela era um lugar onde haviam muitos debates e exposições de ideais relacionadas a questões sociais, não apenas relativas à universidade ou ao instituto.

Embora o debate feito pela internet me pareça mais um polarizador do que um difusor de ideais, percebi que ali existiam trechos de discussões muito saudáveis. Recentemente os administradores da comunidade mostraram-se contra esse tipo de debate por lá e resolveram apagar todas as discussões que não lhes agradavam. Curiosamente apenas discussões iniciadas por pessoas de uma determinada orientação política foram apagadas.

O momento em que o estudante universitário repudia e condena o debate, tenha certeza leitor, de que há algo muito errado na universidade.

Linux

Estou testando a versão 11.10 do Ubuntu – Ocelot Oneiric. Lamentei que a Unity é a UI padrão do Ubuntu. A antiga GNOME não vem nem instalada. Encontrei algumas versões mas nada se parece com o que tinha no 11.04 Natty Narwhal. Se o leitor souber de alguma sugestão, por favor, poste na seção de comentários.

O Rhythmbox deu algumas travadas há um tempo, mas como o erro não se repetiu não sei se é algo sério. Tive um grande problema com isso na versão 10.04, mas pelo jeito tudo está resolvido.

O menu lateral do Unity funciona sem problemas no meu modesto netbook, ao contrário das versões anteriores. Uma decepção é a nova interface da “Central de Programas do Ubuntu”. Bem carregada, ela contém propagandas do seu conteúdo pago, bem diferente do modo modesto da versão antiga. Pelo jeito terei que explorar melhor o Terminal…

Atualização (30/01/2012 – 09:52): O meu amigo Júlio Martins deu a dica do xfce, a UI do Xubuntu. Para instalar use:

sudo apt-get install xubuntu-desktop

Valeu Júlio!